Eu e minha ingenuidade em acreditar e esperar sempre o melhor das pessoas, de pensar que todos terão a mesma consideração em reciprocidade a que temos por elas. Parece até hipocrisia e soa como falso discurso lembrar que hoje o mundo engole os princípios da boa educação, do respeito. Pessoas de boa índole não parecem ser valorizadas pelo seu caráter, mas sim pelo que conquistaram materialmente, mu...itas vezes através do suor alheio. Sou de uma geração de 3 décadas, que brincava e corria literalmente no meio da rua, com outras 10 crianças, sem medo de ser atropelada ou assaltada. Lembro que a noite o portão das casas ficavam abertos e os vizinhos cumprimentavam-se, e mais importante, importavam-se uns com os outros. Aprendi com as gerações mais velhas a dar bom dia, boa tarde e boa noite, a pedir por favor, a pedir e dar licença, a dizer obrigado, a saber ouvir mais do que falar. Aprendi a me preocupar com o sentimento alheio, a tentar não magoar as pessoas, a compartilhar alegrias e estender a mão a quem precise. Aprendi, principalmente, a dizer te amo aos que amo, sem a vulgarização da palavra ou a banalização do amor. Somos únicos, mas não estamos só... que muitos são como eu, melhores até! Mas infelizmente o que aprendemos está em extinção, ou pelo menos, não é mais valorizado como deveria. Cada um, dentro de si, poderia replantar a semente e cultivar bons hábitos, lembrar e fazer por onde serem pessoas melhores a cada dia, ajudar ao próximo, desejar o bem e ficar feliz com a felicidade alheia, sem esperar nada em troca. Mas nos dias de hoje, mas fácil atropelar tudo, ser egoísta e pensar que as boas coisas do passado, no presente, parecem ser utopia. Lamentável.
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